Encontro e lições com uma Vespa


Olá amigos.

Espero que esteja tudo bem com vocês.

Um simples encontro com qualquer ser pode nos trazer muitos ensinamentos.

Recentemente me encontrei em uma situação com essa Vespa da foto.

Foi durante uma viagem a Portugal para uma palestra sobre Reiki para animais no Congresso de Reiki da Associação Portuguesa de Reiki e para cursos de Reiki para animais com uma grande amiga e excelente profissional de Reiki para Animais e comunicação telepática animal, a Eva Pets.

Em um dos dias de curso de Reiki Módulo Básico para Animais, eu estava me sentindo muito centrado, tranquilo, presente e pleno.

Em um dos momentos de uma técnica de meditação específica resolvi levar todos para o lado de fora.

Estava um dia bonito, com sol e seria ótimo meditarmos no gramado, entre as arvores, pássaros e outros animais.

Comecei a andar, a procura do melhor lugar quando senti uma dor muito forte no pé. Achei que era uma formiga e então vi essa moça, uma vespa, no chão e logo percebi o que havia ocorrido.

Foi feito primeiramente reiki nela, depois cuidei do meu pé com Reiki e frequentemente eu ia ver como ela estava e aplicava mais um pouco de Reiki se fosse preciso.

O ocorrido me trouxe diversos insights e percepções que agradeço a Vespa por ter me proporcionado.

Percebi algumas coisas.

Por mais que estejamos ou achemos que estejamos alerta e presente no Agora, o que é realmente muito importante, podemos estar ainda mais presente.

Eu me sentia presente no Agora, mas se eu estive mais, minha percepção seria maior e eu teria visto a Vespa, não pisando nela.

Quando não prestamos real atenção no nosso modo de agir, falar e pensar, podemos machucar os outros.

Precisamos estar constantemente atentos.

Quando pisei nela, por reação ela utilizou seu ferrão com veneno em mim. Percebi que machucar o outro também dói em nós mesmos. Quando agredimos o outro, a provável reação do outro será se defender em igual ou maior reação. Essa agressão não precisa ser física. Normalmente ela vem em palavras agressivas, deletérias, de rebaixamento, com adjetivos ruins, com falta de carinho, palavras ásperas, intolerantes, irritadas ou indiferentes, sem amor e sem carinho. Quem está completamente isento de ter algum desses comportamentos com o outro? É claro que é possível estar livre disso, mas pensemos com honestidade: Como eu estou hoje? Como estou agindo com o outro?

Essa foi uma lição importante.

Quando a Vespa utilizou seu ferrão em mim por defesa, eu não fiquei bravo com ela. Foi descuido meu. Ela deveria ficar brava comigo, porém, todas as vezes que fui ver como ela estava e eu praticamente a pegava na mão, ela não demonstrou irritação em nenhum momento e não tentou utilizar seu ferrão novamente em mim. Quantos de nós conseguimos não sentir rancor e criar e guardar uma memória que achamos ser ruim, passando assim a viver em um tempo criado e doloroso, que não existe?

Percebo que os animais que não tem contato frequente com os animais humanos, não possuem padrões mentais deletérios que os humanos possuem, como raiva, ansiedade, medo, dor psíquica e emocional, preocupações, estresse, etc. As situações para eles acontecem e passam, pois vivem no Agora, no Presente, livres da ilusão do tempo. Os animais que apresentam esses quadros são os que convivem frequentemente com os animais humanos e dessa forma absorvem esses padrões mentais tão deletérios para todos. Não são deles, são nossos. Eles apenas estão expressando e espelhando isso.

Esse é um assunto que abordarei mais e melhor em um momento próximo.

Enfim, foram várias lições amigos. Expressei as que agora me lembro.

Estejam no Agora, no presente, atentos a vocês e ao redor, assim, tudo, tudo realmente pode virar uma prática de Consciência, atenção plena, crescimento e mudança interna.

Abraços reikiano

Ricardo Garé

Veterinário e Mestre em Reiki

#reikiparaanimais

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